A Bienal das 
Amazônioas sobre 
as águas

A BIENAL

São rios que traçam o recorte pan-amazônico. São águas que inundam territórios e aproximam povos e culturas. São as artes e suas linguagens, formas e formatos, vertentes subversivas, que navegam na Bienal das Amazônias Sobre as Águas.

Durante quatro meses, uma embarcação, que também é uma obra de arte, projetada pelo artista boliviano Freddy Mamani, leva para as comunidades ribeirinhas uma intensa programação pedagógica e cultural.
 
Durante a sua primeira viagem, de maio a agosto de 2025, a Bienal das Amazônias Sobre as Águas semeu encontros e saberes pelos rios Pará, Amazonas, Madeira, Purus e Tocantins. Foi a viagem da comunhão.
 
A curadoria é da diretora de Conteúdo e Pesquisa do Instituto Bienal das Amazônias, Keyna Eleison, e o projeto tem patrocínio do Instituto Cultural Vale e Nubank, via Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Encontro de saberes

Lívia Condurú, presidente da Bienal das Amazônias, afirma que a Bienal das Amazônias Sobre as Águas proporciona que a arte e a cultura cheguem a lugares e pessoas das mais variadas etnias e faixas etárias.

“É muito importante conseguir fazer um projeto ou uma etapa de um projeto que alcance comunidades que não possuem aparelhos culturais, o que não quer dizer que elas não possuam cultura ou educação.

É interessante fazer esse encontro de saberes e acho que nada melhor do que algo tão comum ao povo amazônico, como um barco.

Com as itinerâncias, conseguimos chegar a outros lugares da Amazônia por meio de terra, e, agora, chegar por meio de rio, é absolutamente importante para aquilo que a gente deseja para o nosso território, que é fortalecê-lo a partir do próprio território”.

O barco

A Bienal das Amazônias navega pelos rios amazônicos com uma intensa programação para pessoas de todas as idades das comunidades ribeirinhas. A embarcação, que é uma obra de arte, foi projetada pelo artista boliviano Freddy Mamani, e começou a cruzar as águas no dia 1º de maio de 2025. A viagem começou pelas ilhas de Belém, passando pelo Marajó até o Amazonas, terminando em agosto de 2025.
A balsa, anteriormente utilizada para transportar 
cargas, agora possui quatro andares e foi toda 
reformada, ganhando um estilo arquitetônico andino empregado por Freddy Mamani. “Nas Amazônias existem culturas diferentes e, nessa irmandade de países, acredito que podemos entrelaçar e fazer tendência com projeção para o futuro. É interessante fazer uma união de culturas através da arquitetura na construção deste navio”, diz Freddy Mamani.
A embarcação comporta 200 pessoas e foi
adaptada para garantir a acessibilidade a todos
os públicos. Além disso, o barco navega com uma tripulação média de 20 pessoas capacitadas para dar todo tipo de suporte necessário. Qualquer pessoa pode visitar gratuitamente o barco-obra nos lugares onde ele aportar.
A reforma do barco envolveu a colaboração
de uma grande equipe composta por engenheiros
navais, civis e arquitetos. Essa integração foi essencial para garantir que todas as especificidades técnicas e estruturais fossem atendidas. Além disso, a equipe de produção desempenhou um papel crucial na coordenação de esforços para que todas as etapas do projeto estivessem alinhadas com a visão artística de Freddy Mamani.

O Artista

O artista Freddy Mamani Silvestre é pedreiro e arquiteto autodidata. Ele se notabilizou ao criar uma nova arquitetura andina, com trabalhos já realizados na Bolívia, Peru e no Brasil. Mamani foi o responsável por dar à embarcação da Bienal das Amazônias Sobre as Águas o estilo arquitetônico andino que impressiona qualquer visitante, com muitas cores, traços e elementos amazônicos.

Freddy é descendente do povo andino pré-colombiano aymara. Nasceu em 1971, em Catavi, um vilarejo rural da Bolívia. Cresceu em El Alto, onde trabalhou como pedreiro com seu pai. Posteriormente, Freddy estudou engenharia e arquitetura.

A partir dos desejos e necessidade de seus clientes, começou a desenhar edifícios singulares que mudaram a cara da cidade. São prédios coloridos e com formatos excêntricos que combinam estéticas diversas: arquitetura moderna, barroco latino-americano e chinês, andino, folclórico, futurista, de anime e ficção científica.

A curadora

A curadora da Bienal das Amazônias Sobre as Águas é Keyna Eleison, que também é diretora de Conteúdo e Pesquisa do Instituto Bienal das Amazônias, pesquisadora, herdeira Griot e xamãnica, narradora, cantora e cronista ancestral.

Ela possui um denso currículo como mestre em História da Arte e especialista em História da Arte e da Arquitetura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e bacharel em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Keyna também é membro da Comissão da Herança Africana para laureamento da região do Cais do Valongo como Patrimônio Mundial (UNESCO), cronista da revista Contemporary& e professora do Programa Gratuito de Ensino da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro.

A curadora explica que a embarcação da Bienal das Amazônias Sobre as Águas é uma obra de arte desenvolvida, pensada e sonhada desde 2021. “Este barco-obra de arte guarda, leva, carrega, troca, recebe uma quantidade de eventos, performances, aulas, visitas, festas, shows e outros desdobramentos culturais e artísticos. É uma cultura de troca muito grande”, avalia.

Patrocinadores

O Nu

O Nu é a maior plataforma de banco digital do mundo fora da Ásia, atendendo a mais de 100 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia. A empresa tem liderado uma transformação na indústria, usando dados e tecnologia proprietária para desenvolver produtos e serviços inovadores.

Guiado por sua missão de combater a complexidade e empoderar as pessoas, o Nu atende à jornada financeira completa dos clientes, promovendo acesso e avanço financeiro com crédito responsável e transparência.

A empresa se apoia em um modelo de negócios eficiente e escalável que combina baixo custo de atendimento com retornos crescentes. O impacto do Nu tem sido reconhecido em diversos prêmios, incluindo as 100 Empresas mais Influentes da Time, as Empresas Mais Inovadoras da Fast Company e os Melhores Bancos do Mundo da Forbes.

O Instituto Cultural Vale

O Instituto Cultural Vale acredita que a cultura transforma vidas. Por isso, patrocina e fomenta projetos em parcerias que promovem conexões entre pessoas, iniciativas e territórios.

Seu compromisso é contribuir com uma cultura cada vez mais acessível e plural, ao mesmo tempo em que atua para o fortalecimento da economia criativa.

Desde a sua criação, em 2020, o Instituto Cultural Vale já esteve ao lado de mais de 800 projetos em 24 estados e no Distrito Federal, contemplando as cinco regiões do país. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios, patrocinados via Lei Federal de Incentivo à Cultura, com visitação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA). Onde tem Cultura, a Vale está.

Ficha técnica

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