Uma obra de arte navegando pelas veias da Amazônia

Durante quatro meses, um barco transforma os rios em trilhas de encontros. A Bienal das Amazônias Sobre as Águas leva arte, afeto e saberes até comunidades ribeirinhas — entre oficinas, exposições, histórias e vivências.

Entre rios,
saberes e
encontros

A Bienal das Amazônias Sobre as Águas é uma versão flutuante da Bienal das Amazônias.

De março a julho de 2025, uma embarcação — que é também uma obra de arte — percorreu os rios Pará, Tocantins, Amazonas, Madeira e Purus, conectando comunidades ribeirinhas à arte contemporânea, à educação e à diversidade cultural da região pan-amazônica.

O projeto é uma celebração do território amazônico e das muitas vozes que o compõem. Cada parada do barco é um novo encontro. Cada rio, uma nova narrativa.

O barco -
obra de arte

O barco que abriga a Bienal é mais do que transporte — é símbolo.
Projetada pelo arquiteto e artista boliviano Freddy Mamani, a embarcação tem quatro andares e um visual marcante, inspirado na arquitetura andina contemporânea. A antiga balsa, antes usada para carga, hoje acolhe exposições, oficinas, aulas e encontros de afeto.

Com capacidade para 200 pessoas, acessibilidade plena e uma tripulação dedicada, o barco é espaço de criação, escuta e transformação.

A mente e o traço por trás da travessia

Keyna Eleison

É diretora de Conteúdo e Pesquisa do Instituto Bienal das Amazônias. Historiadora da arte, filósofa, cantora e cronista ancestral, é quem assina a curadoria da Bienal das Amazônias Sobre as Águas.
Para ela, o barco é mais que cenário: é performance contínua.

Freddy Mamani Silvestre

É pedreiro, arquiteto autodidata e criador da estética que dá forma à embarcação. Nascido na Bolívia, tornou-se referência internacional com sua linguagem andina colorida, simbólica e futurista. Sua visão para a Bienal entrelaça tradição, território e vanguarda.

Ações que tocam:
O que acontece a bordo

Mais do que mostrar arte, a Bienal das Amazônias Sobre as Águas convida à experiência. As atividades a bordo são vivências criativas, pedagógicas e afetivas, abertas a todas as idades.

Escola Barco

Durante as paradas da embarcação, o barco se transforma em um espaço pedagógico vivo — uma sala de aula flutuante, aberta ao diálogo, ao cuidado e à escuta.

A Escola Barco é uma experiência educativa itinerante que promove oficinas, rodas de conversa, experimentações criativas e visitas mediadas, conduzidas por arte-educadores preparados para dialogar com crianças, adolescentes, professores e demais moradores das comunidades ribeirinhas.

Mais do que transmitir conhecimento, a proposta é criar encontros que valorizem os saberes locais e fortaleçam a relação entre arte, território e formação humana. Aqui, o aprendizado acontece na travessia, no afeto compartilhado e na escuta ativa entre quem chega e quem recebe.

Cozinha Criativa

A Cozinha Criativa é uma das ações mais afetivas e envolventes da Bienal. Por meio de oficinas práticas e interativas, a atividade convida crianças, jovens e adultos a experimentarem novas possibilidades com os ingredientes regionais, resgatando receitas tradicionais e promovendo práticas sustentáveis.

Não se trata apenas de ensinar a cozinhar — mas de reconhecer o valor da alimentação como cultura, identidade e memória. Cada oficina é pensada para incentivar o aproveitamento integral dos alimentos, explorar os sabores da floresta e celebrar os saberes culinários das comunidades.

É uma aula, uma partilha, um reencontro com o território por meio do cheiro, do paladar e da troca entre gerações.

Contação de Histórias

Em um canto do barco, ou embaixo de uma árvore às margens do rio, a roda se forma e a magia começa. A contação de histórias é um dos momentos mais sensíveis da programação educativa, reunindo crianças, jovens e adultos ao redor de narrativas que atravessam gerações.

São lendas amazônicas, histórias da floresta, causos dos mais velhos, saberes orais e escritos que habitam a memória coletiva das comunidades. Arte-educadores e convidados conduzem as sessões com escuta, leveza e respeito, estimulando a imaginação e o resgate cultural.

Aqui, cada história contada é um gesto de continuidade, uma forma de preservar e reinventar a tradição oral amazônica.

Oficinas Criativas

As Oficinas Criativas são espaços de experimentação, liberdade e descoberta. A bordo do barco ou nas comunidades onde a Bienal aporta, as atividades convidam os participantes a explorarem diferentes linguagens artísticas — como desenho, pintura, criação de máscaras, escrita poética e fotografia sensorial.

Mais do que ensinar uma técnica, o objetivo é provocar o olhar, estimular a expressão pessoal e valorizar os repertórios culturais de cada território. Crianças, jovens e adultos são convidados a criar com o que têm, com o que sabem e com o que sentem.

É arte com afeto, onde cada gesto é válido e cada produção é recebida como expressão legítima de quem somos.

Fotografia Sensorial

A Fotografia Sensorial é uma oficina que convida os participantes a olharem para o próprio território com mais atenção, sensibilidade e curiosidade. Mais do que aprender técnicas fotográficas, essa atividade estimula o olhar poético sobre o cotidiano, despertando percepções sobre cor, textura, luz, memória e presença.

As imagens produzidas durante as oficinas nascem do gesto, da intuição e da relação afetiva com o entorno. Crianças, jovens e adultos experimentam o ato de fotografar como forma de escuta visual — revelando paisagens que muitas vezes passam despercebidas.

A fotografia aqui não é apenas registro: é linguagem, reflexão e partilha. Um modo de ver com o corpo inteiro e sentir com os olhos abertos.

Escrevivências

A oficina de Escrevivências é um espaço de criação literária onde os participantes são convidados a escrever a partir de suas próprias histórias, memórias e vivências. Inspirada no conceito da escritora Conceição Evaristo, essa atividade valoriza a palavra como ferramenta de identidade, cura e resistência.

Não se trata apenas de escrever bonito — mas de escrever com verdade, com o corpo, com a vida. Crianças, jovens e adultos se expressam por meio de poesias, cartas, relatos e textos livres, sempre mediados por educadores atentos ao cuidado e à escuta.

A oficina revela o poder que cada pessoa carrega ao contar sua própria história — e como isso pode ecoar nos outros como espelho, afeto e legado.

A itinerância
ao longo dos rios

De Belém ao Marajó, da foz ao coração da Amazônia.
 O barco percorre dezenas de cidades levando sua presença transformadora. Os rios se tornam trilhas culturais. As margens se encontram.

Diário de bordo:
A memória viva da viagem

Cada parada é registrada em vídeos, relatos e imagens. O Diário de Bordo é onde o presente da Bienal se transforma em lembrança, partilha e inspiração.

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